José Carlos da Silva Fescina
* 09-01-1943
ϯ 28-06-2011
Por onde passou Fescina fez história no futebol e na vida de
muitas pessoas. Começou sua carreira jogando pelo Palmeiras-SP e
logo se transferiu para o Cruzeiro Esporte Clube, onde se sagrou
bi-campeão mineiro (1965-1966), ao lado de feras como Piazza,
Dirceu Lopes e Tostão. O ex atacante jogou também no Sport em
Recife e em muitos outros clubes.
Ao encerrar a carreira de jogador, Fescina iniciou a carreira
de técnico como auxiliar de Osvaldo Brandão. Com mais de 50 anos
no futebol, o professor Fescina dirigiu 32 times de norte a sul
do país. Foi campeão paulista de 1988 pelo Corinthians como
auxiliar técnico de Jair Pereira, quando Viola marcou o gol na
final contra o Guarani, em Campinas. Ao assumir o comando
técnico do Timão ainda em 1988, Fescina efetivou Viola, Paulo
Sérgio e outros craques que fizeram história na seleção
brasileira. Fescina lançou muitos jogadores para o futebol
profissional. Também dirigiu o Santo André, Juventus,
Ferroviária, Taubaté, Marília, Inter, Noroeste e muitos outros
clubes. Trabalhou seis anos como treinador no exterior, no
Japão, Bolívia e Emirados Árabes. Em 2004 assumiu o cargo de
técnico titular do Nacional A.C. da capital paulista, um dos
clubes fundadores da Federação Paulista de Futebol.
Em Barueri Fescina se tornou um grande ídolo, tendo seu nome
ecoado várias vezes das arquibancadas. Foi Fescina que conduziu
o Grêmio Barueri à elite do futebol paulista, conquistando dois
acessos seguidos com o clube da Grande São Paulo. Em 2005 foi
campeão da Série A3, e conquistou o acesso. No ano seguinte
repetiu a dose e foi campeão da Série A2, levando o clube para a
Primeira Divisão de São Paulo.
Quis o destino que seu último trabalho fosse também em Barueri
onde ele estava residindo no bairro da Aldeia e ocupava o cargo
de diretor das categorias de base do Sport Club Barueri.
Fescina era um homem forte e saudável. Entretanto, nos últimos
meses, os que antecederam seu falecimento, vinha fazendo uma
série de exames e sua saúde vinha se debilitando. No feriado de
Corpus-Christi, quinta-feira, 23 de junho de 2011, Fescina
desceu de Barueri para o Guarujá, onde pretendia passar o
feriado em seu apartamento no litoral. Ele já estava com uma
tosse forte. Já no Guarujá, ao sentir-se mal, amparado por sua
companheira, procurou o Hospital da Beneficência Portuguesa, em
Santos. Lá, fez vários exames e ficou internado. Foi
diagnosticada uma leucemia aguda, doença que em pouco tempo
agrediu severamente seus órgãos, debilitando seus pulmões,
levando-o a óbito por insuficiência respiratória, às 7h da manhã
da terça-feira, dia 28 de junho de 2011. Ele viveu 68 anos bem
vividos. Festejou seu último aniversário (09/01/2011) com um
grande churrasco, numa festa bonita que reuniu vários amigos,
colegas de trabalho e a garotada do Sport Club Barueri que
disputava a Taça São Paulo de 2011.
Um dia antes de falecer, na segunda-feira, 27, mesmo no leito
do hospital Fescina conseguiu falar por telefone com várias
pessoas que lhe telefonaram. Ele recebeu muitos telefonemas dos
amigos, colegas de trabalho, fãs e admiradores. Chegou até se
despedir de algumas pessoas, como que previsse seu descanso
eterno. Mas ele estava feliz. Ficou contente por receber tanto
prestígio e telefonemas dos amigos. Sua grande amiga e irmã
Cecília, suas três filhas (Cláudia, Cristina e Carla), sua atual
companheira (ele era divorciado), e seus principais amigos (os
que conviviam naquela época com ele) foram visitá-lo e estavam
com ele naquele momento de despedida. Todos foram surpreendidos,
pois tinham a certeza de que ele voltaria para casa para se tratar
da doença. Ele próprio pensava isso. Infelizmente, de uma hora
para outra ele se foi. Menos mal que não sofreu.
Fescina foi velado e sepultado em São Paulo, sua cidade natal,
no cemitério São Paulo, à rua Rua Luis Murat, 245, próximo da
Cardeal Arco Verde. A missa de sétimo dia aconteceu na
segunda-feira, dia 04 de julho de 2011, às 20h, na Igreja São
Judas Tadeu, Avenida Jabaquara nº 2.682, no Jabaquara em São
Paulo.
Além da irmã, um irmão mais velho, da ex-mulher, três filhas,
uma companheira, Fescina deixou uma infinidade incontável de
jogadores com quem trabalhou e amigos, muitos amigos.
A cidade de Barueri lamentou muito a partida do Mestre, pois
seu trabalho muito contribuiu para destacar o futebol da cidade
no cenário estadual e nacional. Em dois jogos do Grêmio Barueri
(em Americana e depois na Arena Barueri) foi respeitado 1 minuto
de silêncio em sua memória. Todos os jornais de Barueri e região
veicularam a notícia de seu falecimento. Toda população ficou
entristecida com a perda do amigo. O único conforto é a certeza
de que o nosso grande amigo Fescina está em paz e em bom lugar
ao lado de Jesus.
Grande Fescina! Que Deus o tenha em ótimo lugar! Você merece!